segunda-feira, setembro 25, 2006

PALAVRA


As pessoas, são mais imprevisíveis do que o tempo.
As mudanças de humor, os problemas antigos, segredos e vergonhas, submersos anos a fio, podem brotar como um vulcão, devido a um pequeno agente de combustão.
Geralmente, a forma mais comum, para acordar o vulcão adormecido, são as palavras.
As palavras, podem ser usadas como tranquilizantes, assim como setas venenosas.

Devemo-nos orgulhar por possuir tal poder, mas ter noção que acarreta sempre responsabilidades.
Devemos ter sempre muito cuidado com aquilo que dizemos aos outros, porque podemos sempre abrir feridas que nunca sararam, assim como golpear novas.
Quando temos o azar de ferir alguém, com aquele comentário ou pura brincadeira, além do sentimento de culpa, temos sempre um sentimento forte de frustração, devido a dois motivos:
Primeiro: Porque foi feito sem nenhum objectivo, mas sim por pura inocência.
Segundo: Ter noção que o mal está feito, e nada poderá desfazer o acto.

Embora tenha vivido na pele essa sensação, não considero este “Post”, um pedido de desculpas, mas sim, mais uma forma de escape para esta sensação que me percorre a alma.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Paredes de Coura - um mundo à parte

Viver Paredes de Coura, é como sentir-nos parte de uma nova sociedade, onde as regras e os costumes, os limites e tradições, são totalmente distintos, do por todos nós considerado, normal.

Um mundo de excessos, onde reina a diversão e o convívio.

Faz lembrar o “Neverland” do Peter Pan, onde é proibida a entrada aos “velhos” e a quem não goste de se divertir.

Desde a escolha da roupa, onde o mais anti-social é moda, até aos penteados e adereços, marcam a diferença, criando não um ambiente de Anarquia, mas sim uma crítica irónica e um “escape”, às obrigações\descriminações impostas pela nossa sociedade.

Escrevi, um mundo de excessos, porque toda a gente tende a esforçar o seu corpo ao limite de tudo que possa acelerar a euforia, o relaxamento, e a clara diminuição da inibição.

As drogas e sobretudo o álcool, têm claramente um papel importante para que esse objectivo seja atingido.

Tenho a consciência que passar essas atitudes, para o dia-a-dia, seria como passar um atestado de diminuição da nossa vida útil.

O corpo nesse curto espaço de 3 a 5 dias, é sujeito a um esforço suplementar, mas em compensação, temos sempre outros 360 dias para nos por em forma.

Estou a falar de um conjunto de pessoas nunca inferior a 20mil, o que faz com que encontremos advogados e empregados de armazém, ricos e pobres, a conviverem sem discriminação de qualquer nível, com o objectivo comum, de passar um bom bocado.

Nunca assisti a nenhum desacato sério, nem confusão digna desse nome.

È como ir a uma festa, e no final da noite, toda a gente vai embora para a mesma casa.

No fundo somos todos vizinhos, e partilhamos juntos a experiência de acampar, de cozinhar, basicamente, viver numa “tribo”, com um único objectivo comum, que é o de passar um bom bocado.

No meio do sentimento de entreajuda, criamos laços pessoais entre nós muito fortes, por partilharmos todos os momentos de euforia, assim como todas as dificuldades.

A dificuldade mais temida, mas apreciada por muitos, é a Chuva.

A chuva, faz imensas mossas, mas aproxima sempre as pessoas, quer seja, debaixo daquela árvore, ou mesmo, dentro de tenda alheia.

Quando faz sol, juntamente com o verão, o calor, propaga um clima de amor, poderoso, sendo facilmente reconhecido pela proximidade entre sexos, assim como os sons abafados pelas finas paredes das tendas.

Engraçado já ter escrito tantas linhas sobre PDC e nem ter falado da música e dos concertos.

Sou um Fã incondicional deste festival, por isso, convido todos a experimentar este conjunto de sensações únicas e descobrir pessoalmente tudo, o que eu ainda não falei, sobre fazer parte de uma moldura humana, num recinto natural para concertos, como Paredes de Coura.

Beijos e Abraços, para todo o pessoal que lá conheci, de Santo Tirso, Santa Maria da Feira, e mais recentemente, Leiria!


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segunda-feira, julho 24, 2006

PRAIA



O final de um dia perfeito, pode sempre ser numa praia de bandeira azul, com um longo e demorado passeio ao pôr-do-sol, sentindo as pequenas ondas a beijarem-nos os pés enquanto nos deliciamos com a pequena brisa salgada, que nos refresca a pele queimada do sol.
Fechar os olhos e inspirar fundo, para sentir aquele insubstituível cheiro a Mar.
Cruzarmo-nos com aquela concha, ou pedra, que nos parece dizer algo, e guarda-la, para assim recordarmos aquele momento.
Mas, tudo isto, só faz sentido se tivermos a praia só para nós, para podermos desfrutar o silêncio das ondas, a sussurrarem calmos conselhos.
Também, para perdermos um pouco a vergonha e deixar-nos levar por este pequeno turbilhão de sensações.
Experimentem…

segunda-feira, julho 10, 2006

Gestos



Às vezes, apenas com um pormenor, podemos mudar o mundo.
Uma pequena palavra na hora errada, ou um olhar na hora certa, pode fazer com que o nosso rumo, tome uma direcção totalmente diferente.
Se naquele dia, eu não tinha decidido ir, nunca tinha conhecido a pessoa que hoje me ajudou, ou então, Se eu não tivesse dito o que disse, nunca teria conseguido chegar onde cheguei.

Tudo o que fazemos, e que deixamos acontecer, constrói o rumo para o que muitos acreditam ser o destino.

Temos que ter atenção a todos os pequenos passos e atitudes que temos, com a frustração de nunca saber ao certo, o que irão gerar no futuro.
Logo, acho que devemos viver intensamente, porque só assim podemos ter a certeza que fomos nós, bem ou mal, que fizemos o que somos hoje.
È muito mau, um dia parar para olhar para trás, e constatar que apenas fomos escorregando pela corrente do rio, sem nunca tentarmos formar o nosso curso.
E tu?
Que fizeste hoje para decidir e melhorar o teu amanhã?

terça-feira, maio 30, 2006

Quem anda chuva, molha-se.

Quando o barco está a ir ao fundo, que sentimento tem o capitão, ao assumir sozinho o comando? Claro que preferia ir para os botes com os outros, mas sabe que tem de cumprir essa penosa tarefa. Ele não o faz pelos outros, mas sim, porque nunca conseguiria viver com a sensação de não o ter feito.

É chato fazermos alguma coisa, que não queremos, mesmo sabendo que é o mais correcto… para os outros

terça-feira, maio 16, 2006

A pensar em mim? Que bom…

Quem nunca recorda aquele jantar a dois, que sabe sempre a pouco.
O pormenor do copo, a cereja durante aquela música.
A sintonia, a névoa da paixão, que não nos deixa pensar racionalmente.

Os instintos a comandarem os nossos músculos, e a razão a correr lado a lado com o longe.
O calor, a sensação do toque, o cheiro, o medo a lutar contra a vontade.
O ar a esgotar-se como se corrêssemos há dias.
Os olhos a fecharem e nós cada vez a ver melhor.
È natural, é animal, é bom, e recomenda-se…
Apaixonem-se!

terça-feira, março 21, 2006

The next step!

Quando é a altura ideal?
Como temos a certeza que é a pessoa certa?
Será que me vou arrepender?

Três perguntas com um leque de respostas para todos os gostos, mas na minha humilde opinião, eu penso que:

“A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração."

Pegando neste excelente exemplo de como podemos simplificar temas tão complexos como a vida, podemos falar de Amor, como sendo o expoente máximo de entrega e carinho que um ser humano pode sentir, perante outro.

O casamento, é o acto publico final, que de uma vez por todas, retira quaisquer resquícios de dúvidas que os outros, ou mesmo o nosso companheiro/a possa sentir, em relação aos nossos sentimentos.
É também um acto de coragem e Amor, e o início de uma experiência de aprendizagem a dois, onde todos os problemas têm que ser trabalhados para serem resolvidos.

Sinceramente, acho que as pessoas casam sempre com a pessoa ideal e no momento certo.

Nós (os outros), nunca deveremos fazer juízos de valor ou mesmo criticar as decisões de pessoas que nesse determinado momento atingem uma tal sintonia tão difícil de alcançar.

Admiro e invejo todos aqueles que apesar do medo e do normal turbilhão de ideias, diga bem alto: SIM!!!

domingo, fevereiro 12, 2006

Casamento entre lésbicas?


Sinceramente, antes de responder, acho importante percebermos o porquê, isto é, Porque é que há pessoas que têm a sua orientação sexual, para com pessoas do mesmo sexo? Será que é uma questão de perversão ou tara, ou algo simplesmente natural?
Um heterossexual, torna-se homossexual, de um dia para o outro? Ou simplesmente leva a única vida que a sociedade permite?
São imensas questões, que naturalmente dividem as opiniões de todos.
Já pensaram bem se nós nascêssemos num corpo do outro sexo! Isto é, continuar a ter a mesma opinião sobre tudo, a mesma orientação sexual, mas termos outro sexo!!!, Eu acho que é isso que acontece com os homossexuais e lésbicas.
Eu tenho a certeza que se nascesse com o corpo de uma mulher, ia ser uma grandessíssima Lésbica sem preconceitos.
Mas voltando a questão do casamento, pode parecer um pouco simplório de minha parte, mas eu tenho a certeza que daqui a uns anitos, vai ser possível um casal do mesmo sexo, contrair matrimónio, pelo simples facto de já se poder em diversos países da Europa. Nós, como verdadeiros portugueses, acabamos sempre por ir atrás dos outros. Antigamente, um homem com brincos, era claramente discriminado, hoje já não é bem assim. Acabamos sempre por fazer crescer a nossa mentalidade com base naquilo que faz lá fora. Então por que não, simplesmente acelerarmos o processo e mudamos a nossa lei...

sábado, janeiro 28, 2006

Até que ponto decidimos o futuro?



Uma luz forte e quente
Consegue-nos mostrar e aquecer
O passado e o presente
A mim, a ti, a toda a gente
Sem nunca nos deixar morrer

Uma luz forte e quente
Acorda alguém dormente
Guia-nos entre as decisões
Desvia-nos das tropelias
Corrige as nossas acções
E resolve todas as nossas avarias.

Uma luz forte e quente
Enche-nos a mente
De tudo que é correcto e bom
De amizade e de carinho
Amor e dedicação
Em qualquer hora, local ou caminho

Uma luz forte e quente
Leva-nos a qualquer lugar
Faz-nos sentir grandes e mágicos
Loucos, Alienados mas Sábios.
Nunca deixem essa luz se apagar.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Amigos

O mundo gira a volta de sentimentos e emoções.
Podemos estar bem financeiramente, com uma excelente forma física, e com uma saúde de ferro, mas se não nos sentirmos bem, “por dentro”, tudo o resto passa a ter um valor secundário.
Por mais que digamos que o dinheiro controla tudo, sabemos que no fundo, queremos ter uma roda enorme de pessoas, que nos façam sentir bem, assim como a família e os amigos.
Os amigos, são um alicerce insubstituível, no que toca a fazer-nos sentir bem por dentro.
Quem nunca abraçou um amigo, só pela alegria do reencontro? Ou então, aquela mensagem recebida, que religiosamente guardamos no telemóvel, para ler mais tarde.
De quem nos lembramos quando algo corre mal na nossa vida?
Pois é.
É comum dizer-se que: Amigos, amigos, tenho poucos! A maioria são colegas. Mas aqueles que consideramos Amigos, esses têm sempre um lugar especial dentro de nós.
É tão reconfortante ter um amigo, assim como, ter alguém que nos considere um verdadeiro amigo.
Por tudo aquilo que já recebi e mais concretamente nesta altura atribulada da minha vida, queria aproveitar para agradecer a todos os meus Amigos.
MUITO OBRIGADO A TODOS !!!

Beijos e Abraços
Boza

sexta-feira, junho 10, 2005

Cuidado !!

Eu já fiz isto!, eu já fiz aquilo, eu já estive lá, isso já se passou comigo, dantes fazia isso...
Quando eu vou a casamentos, quando janto com os meus sogros, quando o meu afilhado faz anos...

Falamos sempre no passado sem nos apercebermos, qual foi o primeiro casamento que fomos convidados, ou onde foi a nossa festa de 18 anos, ou mesmo o primeiro ano de férias, sem a família.

É muito reconfortante, mas assusta um pouco, quando alguem nos pede um conselho, devido a nossa experiência:

Achas que devo ir para o gerês acampar, ou alugar um quartito ?
Quanto tempo demora a inspecção ?
Onde é a DGV ?
Dou a prenda antes, ou depois do casamento ?
Ela disse-me isso, e agora, que achas que devo fazer ?
Faço o emprestimo?

Hoje, dámos essas respostas, e constatamos que afinal, até já fizemos umas coisas, mas que idade temos mesmo ? FDS... é verdade o que dizem

O TEMPO PASSA !

terça-feira, março 29, 2005

Tempo

Pois é!

O tempo passa, as pessoas mudam e os sentimentos alteram-se consoante o que nos rodeia e o caminho que escolhemos.
Quer queiramos quer não, tudo que seja novas experiências, altera-nos a maneira de pensar e de ver as coisas.
Conhecemos pessoas novas, enfrentamos novos desafios, e começamos a perceber melhor a palavra passado.
Preenchemos cada vez mais as nossas vidas ao ponto de termos que a coordenar por prioridades e necessidades.
Parece que não temos tempo para fazer realmente o que queremos, e deixamos de dedicar o nosso valioso tempo aos que mais o merecem, e quando temos oportunidade de parar por um pouco, apenas aproveitamos para respirar um bocado e destressar da rotina dos horários.
Depois tudo volta ao mesmo, dias novos, descobertas novas, pessoas novas, vida nova etc... mas há aqueles que a palavra “nova” já não é tão significante como isso porque todas as pessoas, desafios etc. são os mesmos, por isso têm mais tempo para coordenar prioridades e necessidades, e por norma vão todas parar àquelas pessoas que nós realmente achamos que merecem o nosso tempo, as nossas palavras e a nossa atenção.
Mesmo chegando a trabalhar 71horas por semana à quem consiga dizer às outras pessoas que não foram esquecidas e que para elas existe sempre tempo para dar um olá, ou para saber se está tudo bem com elas.

Ao som de uma gota salgada

Um dia o sol nasceu azul, azul como o céu o mar e os teus olhos.
Como a calma de uma manhã de uma aldeia distante, o sol nasceu para todos e depositou na nossa conta bancária da vida, mais um dia cheio de surpresas e indecisões, tristezas e alegrias para os nossos corações. Mas um dia o sol nasceu azul.
Um pássaro ao longe diz-me que está sol lá fora. Será que estará a dizer-me mais alguma coisa? ou ainda estarei a sonhar? A janela mostra-me que já estou acordado e que a chuva da noite de noite, apoderou-se de todo o stress das pessoas e um novo dia já nascia grande e bonito.
Mas o sol estava azul.
Que pena que desilusão.
Depois do primeiro: Bom dia !, existe a sensação estranha de rotina, já que foi dito à terceira pessoa que vimos hoje, mas é sempre animador e reconfortante receber o feedback risonho de uma resposta nossa. Agora já com um pequeno sorriso na cara encaramos a vida com mais força e determinação, criando à nossa volta uma barreira anti-sentimentos para tornar esse sorriso o mais duradouro possível. Essa barreira consegue ser sempre impenetrável à volta de 3, 4 segundos, depois desfaz-se e desintegrasse no ar, tornando-nos menos imunes a tudo que nos rodeia.
Por mais que a vida nos dê aquilo que tem de melhor, não sabe aquilo que realmente nós queremos, por isso temos que lutar para nunca sentirmos o poder de uma venda, ou a sensação de uma lágrima.
É sempre mau sabermos que estamos a perder e não poder fazer nada em relação a isso. Por isso juntámo-nos aos que ganham sempre, independentemente, da nossa vontade. Vontade essa que desaparece, dando lugar à satisfação por poder fazer e estar do lado dos que ganham sempre. Essa satisfação e alegria é muito intensa, daí praticarmos ás vezes actos de loucura, já que estamos completamente dominados pelo efeito alegria. Quando os que ganham sempre já não estão ou não existem, é que nós pensamos se valeram a pena todos aqueles actos de loucura? Depois chegamos à conclusão que não era realmente aquilo que queria-mos, mas os actos já foram feitos e consumados.
É tempo de nos refazermos de novo, então pegamos em tudo aquilo que nos dá força como os nossos amigos e os nossos pais , e vamos à luta. Passados os tempos mais difíceis, que são os primeiros, começamo-nos a sentir melhores e mais confiantes, então vamos directos ao problema Mas:
O SOL ESTÁVA AZUL.

Nosso Muro

Sentado no muro vejo a cidade inteira a adormecer nesta noite fria. Comigo tenho uma mão cheia de ninguém e uma bebida para acompanhar o tabaco.
Sinto o calor do motor do carro que espira cansaço mas muita confiança, calor esse, que vai-se dissipando com o forte vento frio que aqui está.
É estranho a sensação de nostalgia, trazida por este sitio, onde tantas promessas foram feitas, tantos momentos tristes foram vividos e ao mesmo tempo, consegue-me recordar um fio da minha infância, e de muitos momentos particularmente felizes que aqui passei. Mas é estranho como cada vez que cá venho, recordo-me da última vez que cá estive, e faço uma retrospectiva do que mudou em mim e à minha volta, durante este espaço de tempo.