terça-feira, março 29, 2005

Ao som de uma gota salgada

Um dia o sol nasceu azul, azul como o céu o mar e os teus olhos.
Como a calma de uma manhã de uma aldeia distante, o sol nasceu para todos e depositou na nossa conta bancária da vida, mais um dia cheio de surpresas e indecisões, tristezas e alegrias para os nossos corações. Mas um dia o sol nasceu azul.
Um pássaro ao longe diz-me que está sol lá fora. Será que estará a dizer-me mais alguma coisa? ou ainda estarei a sonhar? A janela mostra-me que já estou acordado e que a chuva da noite de noite, apoderou-se de todo o stress das pessoas e um novo dia já nascia grande e bonito.
Mas o sol estava azul.
Que pena que desilusão.
Depois do primeiro: Bom dia !, existe a sensação estranha de rotina, já que foi dito à terceira pessoa que vimos hoje, mas é sempre animador e reconfortante receber o feedback risonho de uma resposta nossa. Agora já com um pequeno sorriso na cara encaramos a vida com mais força e determinação, criando à nossa volta uma barreira anti-sentimentos para tornar esse sorriso o mais duradouro possível. Essa barreira consegue ser sempre impenetrável à volta de 3, 4 segundos, depois desfaz-se e desintegrasse no ar, tornando-nos menos imunes a tudo que nos rodeia.
Por mais que a vida nos dê aquilo que tem de melhor, não sabe aquilo que realmente nós queremos, por isso temos que lutar para nunca sentirmos o poder de uma venda, ou a sensação de uma lágrima.
É sempre mau sabermos que estamos a perder e não poder fazer nada em relação a isso. Por isso juntámo-nos aos que ganham sempre, independentemente, da nossa vontade. Vontade essa que desaparece, dando lugar à satisfação por poder fazer e estar do lado dos que ganham sempre. Essa satisfação e alegria é muito intensa, daí praticarmos ás vezes actos de loucura, já que estamos completamente dominados pelo efeito alegria. Quando os que ganham sempre já não estão ou não existem, é que nós pensamos se valeram a pena todos aqueles actos de loucura? Depois chegamos à conclusão que não era realmente aquilo que queria-mos, mas os actos já foram feitos e consumados.
É tempo de nos refazermos de novo, então pegamos em tudo aquilo que nos dá força como os nossos amigos e os nossos pais , e vamos à luta. Passados os tempos mais difíceis, que são os primeiros, começamo-nos a sentir melhores e mais confiantes, então vamos directos ao problema Mas:
O SOL ESTÁVA AZUL.

1 comentário:

Pedro Almeida disse...

Digo apenas... POETA sentimentalista.
Um abraço