A sinceridade por vezes fere, arde, mas cura, ao contrário da mentira, que fere, arde, mas nunca cicatriza por completo. Pode nunca mais sangrar, nem ser muito visível entre a rotina dos dias, mas vai sempre existir o momento em que nos cruzamos com ela, num cantinho estranho das nossas memórias.Com o tempo apreendi a parar e tentar ver-me, do lado de fora, não para perceber o que pensam de mim, mas sim, tentar desviar as emoções, e pensar racionalmente. Tarefa difícil, mas sempre com bons resultados.
Acho melhor uma boa decisão tardia, do que, uma má decisão na hora certa.
Engraçado que agora que estou tão perto, por vezes sinto-me tão longe, isto é, falta-nos sempre mais qualquer coisa.
A incansável procura do mais, e da perfeição, pode fazer com que a racionalidade seja deturpada por noções de felicidade em plena mutação e crescimento.
Se calhar vai ser sempre assim, se calhar a ideia é a construção diária e não o cortar da meta, se calhar o ideal é aproveitar o sangue que nos corre e apreender com o derramado.
Se calhar, vou continuar a ser feliz, e sempre a espera de mais…