O coração por vezes, impulsiona-nos em diversas direcções, caminhos esses que nós queremos e temos mesmo vontade de ir.Geralmente essas vontades sobreponhem-se a tudo que dantes seria bem mais importante. Deixamos de ver além, para olhar só para o agora, onde o já, tem lugar na maioria das decisões.
Há quem defenda que é melhor decidir mal, do que não decidir, mas eu acho que o atraso numa decisão, não é pior que uma decisão errada.
Geralmente tendo a ponderar e a adiar questões não argumentadas pela razão, mas é muito complicado esquecer e fingir não sentir esta vontade que vem de dentro, e simplesmente contraria-la.
É como ser menino, e querer simplesmente ir correr e brincar para a rua, sabendo que está a chover, ou está frio.
Hoje, que já não somos meninos, sabemos que a chuva molha, e que o frio deixa as suas marcas, mas devemos abdicar de correr e brincar?
Não. Mas também não queremos apanhar uma “gripe” destas, porque sabemos o que custa para nos refazermos de tal complicação.
Quando nos deparamos com o erro das nossas decisões, sentimo-nos voltar atrás no tempo, e só aí nos questionamos, o porquê de nunca ouvirmos a razão.
Quem já leu até aqui o que escrevi, certamente pensa que eu estarei a passar uma fase de indecisão e dúvida, mas engana-se, porque estou completamente encharcado pela chuva.
A única diferença é que tenho-me esforçado por tomar uma boa dose de Vitamina C., mas sei que o coração vence sempre…