A sinceridade por vezes fere, arde, mas cura, ao contrário da mentira, que fere, arde, mas nunca cicatriza por completo. Pode nunca mais sangrar, nem ser muito visível entre a rotina dos dias, mas vai sempre existir o momento em que nos cruzamos com ela, num cantinho estranho das nossas memórias.Com o tempo apreendi a parar e tentar ver-me, do lado de fora, não para perceber o que pensam de mim, mas sim, tentar desviar as emoções, e pensar racionalmente. Tarefa difícil, mas sempre com bons resultados.
Acho melhor uma boa decisão tardia, do que, uma má decisão na hora certa.
Engraçado que agora que estou tão perto, por vezes sinto-me tão longe, isto é, falta-nos sempre mais qualquer coisa.
A incansável procura do mais, e da perfeição, pode fazer com que a racionalidade seja deturpada por noções de felicidade em plena mutação e crescimento.
Se calhar vai ser sempre assim, se calhar a ideia é a construção diária e não o cortar da meta, se calhar o ideal é aproveitar o sangue que nos corre e apreender com o derramado.
Se calhar, vou continuar a ser feliz, e sempre a espera de mais…
4 comentários:
Bem legal o seu texto. vc está aprendendo a se expressar de uma maneira bem própria e original. quanto a busca do "mais" é humano sempre buscar por mais. no entanto fica aqui o ditado de domínio popular que diz o seguinte; se voce não é feliz com o que tem, certamente não será mais feliz com o que ainda não tem...
Obrigado. Um abraço grande EV!
esqueci de dizer... podias por uma foto das tuas sobrinhas, né?
E é. A foto foi tirada por mim, à minha afilhada e sobrinha Bia.
Achei que não existe nada mais sincero que um olhar de uma criança, então escolhi essa foto.
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